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CORREDOR CULTURAL DE CURITIBA: o que é?

Por Yuri Gabriel Campagnaro, coordenador do DCE-UFPR 2009/2010, militante do Coletivo Barricadas Abrem Caminhos e do Coletivo Maio do Direito da UFPR, membro do Conselho de Representantes Discentes 2010/2011 O Corredor Cultural é um projeto em parceria da UFPR com a Prefeitura de Curitiba e entidades comerciais, como a Associação Comercial do Paraná, e consiste em reformas no prédio histórico da UFPR e no Teatro da Reitoria. 1. Relação do Corredor Cultural com o projeto de revitalização do centro de Curitiba pela Prefeitura e entidades empresariais. O projeto está inserido num contexto mais amplo, que abarca reformas no centro da cidade feitas pela Prefeitura municipal e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o chamado “Centro Vivo”, encabeçado pela Associação Comercial do Paraná. São reestruturações que visam à revitalização do centro da cidade, que está em situação de decadência, com prédios feios e abandonados, prostituição,...

De Gregório: Cultura para a periferia II

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Publico aqui texto do camarada Gregório em seu novo blog http://osjacobinos.blogspot.com/ Vale a pena ler! Assim que tiver tempo escreverei texto que dialogará com esse. Cultura para a periferia II Na primeira postagem, refleti que o desenvolvimento da Indústria Cultural chegou a tal ponto que os consumidores são por ela padronizados e classificados, de modo que as mercadorias culturais que consomem são previstas para seu tipo social e espera-se deles que espontaneamente reconheçam essa marca de distinção. Theodor Adorno percebeu esse fenômeno há mais de meio século atrás, e pode-se dizer que ele marca a virada da Indústria Cultural do capitalismo de livre mercado para a era do capitalismo imperialista; da era da concorrência para a era do monopólio, no sentido que Lenin coloca a questão. Também afirmei que os trabalhadores consomem muitas mercadorias culturais, mas justamente aquelas para eles especialmente produzidas pela Indústria. Por essa razão, não se pode falar exatamente que ...

Análise acerca de O Crime das Irmãs Papin de Jacques Lacan.

Jacques Lacan, autor que revolucionou o estudo da psicanálise, analisa, no texto em questão, do ponto de vista desses estudos, crime peculiar que ocorreu em sua época. O crime, dotado de características terríveis e intrigantes foi de autoria de duas irmãs, de 28 e 21 anos, que foram durante anos criadas de uma família burguesa, com a qual, estranhamente, não dialogavam, não trocavam palavra alguma, numa relação de silêncio absoluto e “obscuro”. Certa noite, após banal corte de eletricidade e consequente reclamação das patroas (mãe e filha), as irmãs, num ato de furor, “ ...cada uma se apoderou de uma adversária, arrancou-lhe em vida os olhos das órbitas, fato espantoso, disseram nos anais do crime, e os destroçou. Depois, com a ajuda do que encontraram ao seu alcance, martelo, pichel de estanho, faca de cozinha, atacaram os corpos de suas vítimas, destruíram-lhes o rosto e, expondo seu sexo, talharam profundamente as coxas e nádegas de uma, para macular com esse sangue as da outra. E...

De Volta para o Futuro: fansástico não, fantasia... sim.

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No dia 21 de Outubro de 2015, o jovem Marty McFly chegava do ano de 1985 ao "futuro". Em "De Volta Para o Futuro II", esse futuro é outra realidade, onde os avanços tecnológicos transformaram a sociedade: são carros e skates voadores, roupas que secam sozinhas, hologramas em três dimensões, etc. Além disso, a paisagem da cidade é limpa, arborizada, modelo - no futuro, as condições materiais não são mais um problema. Podemos nos lembrar também da animação norte-americana dos anos 1960 "Os Jetsons", em que além de carros voadores que se dobram em uma mala compacta, já na abertura duas coisas ficam claras: o dinheiro continua existindo e enquanto o homem vai trabalhar, a mulher "rouba" seu dinheiro para passar o dia no shopping. Enquanto a empregada doméstica é um robô, o cachorro é quase um humano. O que não dizer então do programa "Mundo do Futuro" do canal Discovery. " Chegar assim aos 150 anos? Nada mal. Que tal um encontro íntimo...

A Crise Europeia e o Capitalismo de Desastre

O ano era 1993 e a Europa, ainda deslumbrada pela queda do muro de Berlim, se uniu pelo Tratado de Maastrich em um bloco econômico e político: a União Europeia. Hoje, 27 Estados fazem parte do bloco econômico, guarda-chuva contra crises e fluxos cambiais. Entretanto, a adesão não vem de graça, os ingressantes devem cumprir metas, que geralmente consistem em aumento dos níveis de desenvolvimento econômico e social. Porém, após mais de 15 anos de estabilidade e crescimento, a crise norte-americana de 2008 chegou às fronteiras do velho continente como uma tempestade violenta. Em 2010, as fortes pressões populares ocorridas na Grécia chamaram a atenção para a situação econômica do país, membro do bloco: para cada 100 dólares do PIB, 113,2 dólares são correspondentes à dívida do país; 13,6% do PIB corresponde ao déficit orçamentário; 167% do PIB ao montante da dívida externa e a taxa de desemprego atinge 10,2% da população. Essa grande crise provoca desespero, a população ...

Realidade e Fantasia: o texto, o sonho e o direito

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Eu quero uma terceira pílula! Chega em casa à noite, depois de um cansativo dia de trabalho, senta-se ao sofá e aperta "ligar" no controle remoto. Nada acontece. Aperta mais forte, bate o controle remoto no sofá. Agora, a TV está ligada e transmitindo um filme interessante, sucesso de 1999. A cena imediata é sintomática: refletido nos óculos escuros espelhados de Morpheus, do lado esquerdo, uma pílula vermelha e do lado direito, uma pílula azul. O mundo do filme Matrix, dos irmãos Wachowski, nos estranha com uma inquietação interessantíssima: até onde vai a realidade do mundo em que vivemos? O protagonista Neo (Keanu Reaves) vive numa megalópole norte americana. Durante o dia trabalha num escritório, de terno-e-gravata, ofício burocrático e tedioso, e durante a noite é um hacker, famoso no submundo virtual, e que vai a baladas pós-modernas - uma vida dividida. Qual é o real Neo? O trabalhador ou o hacker? O do mundo concreto ou do mundo virtual? Mais tarde,...

A VERDADE ESTÁ LÁ FORA

De modo geral, todos sabem que a verdade é relativa. Embora o vermelho seja vermelho; para um daltônico, vermelho é apenas mais um tom de cinza. É verdade que vermelho é vermelho para um, mas também é verdade que vermelho é cinza para outro - conceitos opostos que não se anulam ou contradizem, pois são relativos. A verdade é, portanto, relativa, subjetiva, quando individualizada. Mas há também uma verdade mais fundamental no caso - ambos enxergam o objeto, seja de forma vermelha ou de forma cinza. Eis a totalidade em questão, a verdade universal no universo dos dois, e ela somente pode ser coletiva. Se fossem três, e o terceiro fosse cego, a verdade seria mais fundamental, mais absoluta - nesse caso, para os três o objeto existe, independente da cor, ou então, os três têm olhos, etc. Individualmente, não há verdade absoluta. Fechada em si mesma, tem como fundamento ela própria, ou um a priori paranóico; ampliada num contexto social, o fundamento é coletivo e, portanto, histórico - aqu...